para que as aves não esqueçam o voo... e as árvores não deixem de anunciar a primavera...

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

sexta-feira, 24 de abril de 2009

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vestiu a saia vermelha

tinta de sangue e de luto.

recorte, tempo de espera.

soltou ao vento o cabelo, encheu de verde os olhares

foi rei, soldado, poeta, foi cantor

herói que em peito rasgado, era promessa de amor.

entrelaçaram-se mãos

entre risos confiantes

ia já longe a mordaça, dias de medo, opressão.


precisam-se novos soldados

obreiros silenciosos

palavras que soltem gritos


mãos de aço perfumadas

com dedos cravos de Abril


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quarta-feira, 8 de abril de 2009

sábado, 4 de abril de 2009




quando os dedos do vento enrugam o manto transparente do mar


transformando-o em maré


é o teu nome que oiço dentro de mim


é o teu respirar que me estremece a pele e as palavras


então deixo-me ficar no lado côncavo do teu olhar onde o amanhã se desenha a prata e fogo


e sou o voo de asas marinhas e rendas de espuma



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quinta-feira, 26 de março de 2009

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quando o ultimo viageiro da noite adormeceu, já a madrugada calçava os sapatinhos de cetim, com que esperava os dias.



a ramaria esfregava os olhos e vestia de renda verde, o castanho húmido dos caules.



havia um frémito de penas e folhas, a despertar a natureza que, indolente, ainda se espreguiçava...



o canto dos pássaros, em crescendo, era um apelo urgente de vida...



passavam em nuvem, prendendo o vento nas asas inquietas, a roçar o espanto do espectáculo único de cada dia...



ao vê-los, os barcos de papel, voltaram a fazer das veias o mar de todas as viagens possíveis... e acenderam no olhar o brilho do lume apagado...









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quarta-feira, 25 de março de 2009

sábado, 21 de março de 2009




os sonhos agarram-se às paredes como mapas silenciosos em que perdemos a rota e a viagem...

ali amarelecem esquecidos, a desbotar a forma e a cor...


um dia... semearam estrelas, no caminho dos dias. foram pó dourado no desenho dos dedos...


e voltam numa música antiga. num sorriso esquecido...

numa revoada de vento que, sacudindo a memória, nos abre um caminho de regresso...

renovado... num novo acorde de folhas, em caricia leve.

num novo luar prateado de estrelas e véus secretos

a dançar as madrugadas vestidas de pele...


Chove no país das fadas...

e até as árvores se esqueceram de anunciar a primavera!...


Acerca de mim

A minha foto
procura de um sentido... .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. "em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" --A. Saint-Exupéry--