para que as aves não esqueçam o voo... e as árvores não deixem de anunciar a primavera...

Seguidores

sábado, 16 de janeiro de 2016



escrevo-te. sempre te escrevi!
mesmo quando não sabia dos barcos no oceano dos teus olhos. o perfume na bainha da tua alma.
nem da saliva com que escrevias as palavras.
escrevia-te
quando as estrelas piscavam no céu caminhos onde não cabiam os meus sonhos.
chamava-te para que soubesses que te procurava
que só a tua pele podia incendiar a minha e só o teu sentir era a cadência musical
onde na seara da noite podia crescer o meu poema.

2 comentários:

Lídia Borges disse...


Às mão do poeta, qualquer pontinha de sol, se faz incêndio.

Bj.

Lídia

© Piedade Araújo Sol disse...

belíssimo poema.

um beijo

:)



Chove no país das fadas...

e até as árvores se esqueceram de anunciar a primavera!...


Acerca de mim

A minha foto
procura de um sentido... .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. "em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" --A. Saint-Exupéry--