para que as aves não esqueçam o voo... e as árvores não deixem de anunciar a primavera...

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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

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deixa que a palavra se solte. leve. livre.
caminho e alvorada.
não a rigorosa ou exacta.
a que escape da alma molhada de emoção.
a que arda na boca que a cala. mordente ou acariciante.
como fumo em espiral, ganhará o espaço.
crisálida aberta em asas ou em perfume de ouro.
gota caída em folha verde, agarrando o sol e o vento.
a quem a encontrar, ela se abrirá como sua
mas sempre desigual.
melodia composta em cada ouvido,
traje vestido em cada olhar.
golpe de harpa no coração da noite.


**

9 comentários:

Ana Martins disse...

Fabuloso, adorei, parabéns!

Beijinho,
Ana Martins

Graça Pires disse...

Agora que a poesia se soltou por aí deixa que ela circule no sangue livremente... Um belíssimo poema sobre a própria poesia.
Um beijo.

alice disse...

muito bonito, fez-me bem lê-lo, obrigada. um beijinho e um bom fim-de-semana!

Cristina Fernandes disse...

Belíssimo... o coração das palavras que por aqui voam... com o sentido apurado do poema...
Bjs
Chris

gabriela r martins disse...

oh! como me soube bem ler.te

sobretudo

hoje



assim
deixo.te
não um
mas dois


.
beijos

quanto pesa o vento? disse...

as tuas palavras soltam-se de uma forma inigualável.
gostei bastante.
abraço.

Baby disse...

Intenso e delicioso este poema em que a palavra é tema.

Beijo.

tb disse...

como pássaros...
Gostei imenso de palavras à solta na poesia. :)
Beijinho

Tatiana disse...

Peço licença para entrar em seu espaço,
e deixar um recado igual para todos os que considero.
A Blogosfera é um paraíso literário.
Aqui encontramos pessoas com dons maravilhosos!
Eu tive muita sorte... Nesses caminhos eu encontrei você!
Obrigada por fazer parte da minha vida.
Um beijo carinhoso



Chove no país das fadas...

e até as árvores se esqueceram de anunciar a primavera!...


Acerca de mim

A minha foto
procura de um sentido... .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. "em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" --A. Saint-Exupéry--