para que as aves não esqueçam o voo... e as árvores não deixem de anunciar a primavera...

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

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sedenta de azul a árvore estendeu-se para o céu

no aconchego dos seus ramos os pássaros adormeceram.

todas as noites crescia uma melodia.

em toques suaves, penas e folhas, soltavam-se em cordas de música.

pequenas explosões de brilho verde cresciam embalançadas nos seus braços.

a água lentamente lambia-lhe as raízes.

sulcava a terra. burilava as pedras.

na força insubmissa dos seus dedos inundou caminhos. fez-se rio. corrente. foz.

mar de vigorosas vagas. rebentação...

lábios branqueados pelo sol que se perderam na areia ardente e sequiosa.
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7 comentários:

Ana Oliveira disse...

Somos árvore de braços abertos ao céu
mãos estendidas ao sol
o rio que nos corre por dentro há-de florir um dia em botões de sangue
e o azul será sempre a primeira e última chama no espelho dos olhos.

Um beijo

teresaneto disse...

caminhos de mar. caminhos de fogo.incontidos, por entre as raízes das árvores.

Baby disse...

Sentimentos que se fazem árvores e pássaros e rios que chegam a ser mar...é a vida no seu infinito deambular!

Beijos.

Graça Pires disse...

Poema muito belo. Poema para cantar.
Um beijo.

cf disse...

muito bonito....

Nilson Barcelli disse...

Desejo-te um Natal muito feliz.
Beijos.

Cláudio disse...

UAAAAUUUUUUU! Acho que me vou perder por este blog por mais alguns instantes! :)



Chove no país das fadas...

e até as árvores se esqueceram de anunciar a primavera!...


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procura de um sentido... .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. "em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" --A. Saint-Exupéry--