para que as aves não esqueçam o voo... e as árvores não deixem de anunciar a primavera...

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domingo, 1 de agosto de 2010

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empurrei a janela. entrei de mansinho...

como música antiga. profecia. ou lenda esquecida.

no fundo do teu, meu olhar se perdeu...

como água dançante que lambe nas rochas segredos e história.

decifra sinais e bebe na sua a magoa escondida.

como vento mordido na força de ser

bate com força! surpreso... amarra-se ao cais.


cai o silêncio. a noite. as estrelas

e quando amanhece e o sol se rasga.

há mãos enlaçadas. e o meu olhar continua preso no teu.
**

7 comentários:

Ana Oliveira disse...

De vento e de barcos que nenhum cais amarrra se fazem as manhãs...

Beijos

Tatiana disse...

Apaixonadamente belo os teus versos...

Bom demais estar aqui apreciando tanta riqueza!

Beijos com meu carinho

AC disse...

A ternura feita poesia...
A ternura atracada para lá do cais...

Obrigado.

Lídia Borges disse...

Tem muita luz esta escrita, como um sol a romper a madrugada...

Um beijo

avlisjota disse...

Pode o mundo desabar... as águas arrastarem correntes de mágoas... pode o vento ancorar no silêncio e o sol rasgar as manhãs claras, que o amor não desvanece...

Lindo!

José

Secreta disse...

Apaixonantes palavras... nesse olhar q se prende.
:)

Gabriele Guedes disse...

Oi, sou do Blog Boas Sementes, gostaria de lhe convidar para fazer pare do nosso grupo... se quiser visitar:

http://gabiguedesbbz.blogspot.com/

caso, se interesse pelo convite:
me envie um e-mail: gabrieleguedesbbz@gmail.com


Obrigada!



Chove no país das fadas...

e até as árvores se esqueceram de anunciar a primavera!...


Acerca de mim

A minha foto
procura de um sentido... .-.-.-.-.-.-.-.-.-.-. "em cada um de nós há um segredo, uma paisagem interior com planícies invioláveis, vales de silêncio e paraísos secretos" --A. Saint-Exupéry--